sexta-feira, 1 de junho de 2012

Me rendo, oh natureza!

 
Concede-me a honra natureza, de admirá-la e regenerar-me, sempre passando-me novas emoções.
Me rendo ao vento, que leva meu cabelo ao encontro do desejado voar;
Me rendo a água, que banha esta vasta beleza e todas as vidas;
Me rendo a areia, que faz de meus passos o caminho ás nuvens;
Me rendo a ti, mãe natureza, que rendeu-se a mim para que eu pudesse render-me a ti.
Apenas não me rendo ao seu mais cruel filho, que te destroi e destroi a mim.
Não me rendo a esses seres que usam vossa beleza para usarem a nós.
Não me rendo ao homem, por mais contraditória que seja essa afirmação.
Oh, mãe natureza, conceda-me mais uma honra, realize meu pedido egoísta:
Permita que meu último suspiro seja com o brilho nos olhos refletido pelas suas águas banhadas pela luz do Sol,
Permita que á última batida de meu coração esteja em sincronia com o som das traiçoeiras ondas do mar,
Permita que meu último momento seja todo seu, e o meu, todo teu.

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