segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Titulado aventura



  Herói de episódios inusitados, por poucos vividos, por todos obtidos, a aventura é como éter. Envolve a cabeça aos pés. Faz o covarde sentir-se valentão, o aventureiro sentir-se vivo, o poeta tornar-se inspiração. Escaladas de conhecimento, aventura por evolução.  
  Exploração de mundos por um  subjetivo ambulante, o topo da montanha é a metáfora do errante. Sempre avante! Aventurar-se é a poção mágica do vagamundo, é o espírito que sente o globo, é o lung que provém da alma.
  O pássaro que não voa, o peixe no aquário, a alma que não vagueia  guarda o caminhante no armário, o caminhante guardado é como o tempo parado, só o relógio passa o desejo esgotado.
  E transcendendo o que os pés dizem, o mapa que guia é o que nos faz encontrar as peripécias da vida; está tudo escrito na Estrela Norte, no diário na natureza, em alguns conceitos de sorte: não se perde quem sorri com a Lua, quem se camufla na mata, quem se joga na jornada do carpe diem,  pois a bússola do aventureiro é o mundo inteiro.
   Provavelmente leu focado em lembranças de momentos de tristeza, onde a vida errante, a aventura, é opção para refúgio, descansar a mente intrigante. Mas se leu imaginando aventuras futuras, recordando explorações e suas formosuras, não há mais volta, vagabundo, faça a mochila e vá explorar o mundo.

Que a aventura venha sempre até você, num abraço apertado.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

L O U C U R A ?

Lucidez agredida
Loucura indomável?

Ouvir a si
Obstruir o real?

Uivar insanidade
Usurpar a verdade?

Condicionar pensamento
Cabimento aceitável?

Usufruir do interior
Usar liberdade?

Realidade imprudente
Realidade palpável?

Afagar alienação
Acariciar sem pudor?