"Eu posso ver o medo em seus olhos"
Me disse aquele debochado espelho,
Refletor de almas desesperadas, e amparador da vaidade.
Aquelas belas andorinhas voando na liberdade da imensidão celeste,
Não tiveram contato com o homem.
Ah, o homem! Destruidor de almas, e quem as repõe.
Quando não se pode mais, admirar as tão belas aves e sua diversão,
a liberdade se desespera.
E qual a causa do desespero, se não, o medo?
Pupilas se dilatam ao encontro de um monstro subjetivamente assustador.
Acreditar em forças sobrenaturais ou malígnas não mudam os fatos.
O homem que conhece o desespero teme o temer.
Torna o medo o homem mais forte?
Se assim for, mas que homem de sorte!
Mas veja só se não é um grande mal,
abusar de uma inexistente sorte,
Para se confortar nos braços de um bom acaso.
Ah, se bom acaso tivera eu!
Não estarias aqui, lendo um relato de quem tenta assassinar monstros,
Encontrando a liberdade num texto onde não precisa se esconder.
Nenhum comentário:
Postar um comentário