Não é como no sopro de uma vela que logo se apaga. Ou talvez seja.
Mas basta fechar os olhos e perceber que tudo o que resta na vida são lembranças.
O primeiro acorde tocado,
do instrumento afinado,
Bem vindo ao vale encantado,
às lembranças, ao passado.
Caminhando para traz,
a diferença que se fez é a diferença que se faz.
É na falta sentida,
na palavra cedida,
o privilégio de amar.
A vida é filosofia,
onde o saber se cria,
no primeiro questionar.
Aquele conceito mudado,
que foi o primeiro nado,
de um mar a explorar.
O mar no belo dia,
ou na tarde de verão,
só revela a nostalgia escondida no coração.
Basta uma tempestade e o barco se inunda,
afogando cada acorde, e então afunda,
e a vela põe-se a apagar.
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