sábado, 30 de março de 2013

No vale das lembranças

 Não é como no sopro de uma vela que logo se apaga. Ou talvez seja.
 Mas basta fechar os olhos e perceber que tudo o que resta na vida são lembranças.
 O primeiro acorde tocado,
 do instrumento afinado,
 Bem vindo ao vale encantado,
 às lembranças, ao passado.
 Caminhando para traz,
 a diferença que se fez é a diferença que se faz.
 É na falta sentida,
 na palavra cedida,
 o privilégio de amar.
 A vida é filosofia,
 onde o saber se cria,
 no primeiro questionar.
 Aquele conceito mudado,
 que foi o primeiro nado,
 de um mar a explorar.
 O mar no belo dia,
 ou na tarde de verão,
 só revela a nostalgia escondida no coração.
 Basta uma tempestade e o barco se inunda,
 afogando cada acorde, e então afunda,
 e a vela põe-se a apagar.

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